Hoje tive a chance de falar de quem eu FUI.
Engraçado falar sobre si no passado, como alguém que não existe mais. Sei lá se ele existiu.
Hoje falei sobre o excelentíssimo Pastor Marcolino.
Lembrei de todas as igrejas por onde ele passou, das pessoas que ele ajudou. Das centenas de irmãos que ele teve. De todo o autruísmo, de todo o desapego pessoal… Um cara EXTRAORDINÁRIO! Uma coisa incrível era como, mesmo depois de 5 cultos, ele ainda era capaz de ouvir, por horas, até alguém desabafar tudo.
Não existe nada mais importante nessa vida do que recordar. Recordar faz bem. Recordar e reviver momentos bons trazem para nós oportunidades de sentir AMOR. Recordar e reviver momentos difíceis, por outro lado, trazem alertas imprescindíveis para continuar no rumo da FELICIDADE.
Eu recordei, óbviamente, mais momentos ruins que bons. A caminhada de um pastor não é feita de uma estrada de ouro, mas de um chão de espinhos.
Não sei se algum dia este Pastor Marcolino voltará a existir. Mas, de fato, eu não sou mais essa pessoa. E cheguei a essa conclusão hoje de forma contundente, enquanto fazia minhas compras no supermercado.
Comprei pão, hamburguer, queijo, picles… 6 dúzia de cervejas. Nunca me imaginei um dia levando cerveja para casa. Hoje eu achei a coisa mais natural do mundo.
Eu mudei. Muitos dos que eu chamei de irmãos nem comigo falam mais. Muitos dos que eu chamei de amigos, nem se lembram que eu fui. E o Google Images já não tem mais uma foto minha, como pastor em seus arquivos…
Eu não mudei no coração. Continuo sendo o mesmo autruísta, tendo o mesmo desapego pessoal. Continuo sendo EU.
Deus obrigado por me mostrar quem eu sou. Eu nunca fui esse Pastor Marcolino. Ele que tinha a maior vontade de ser EU. E não conseguiu.
PS: Deus, eu sei que faltam ministros, faltam pessoas capacitadas, faltam pessoas comprometidas, faltam pessoas que amem as almas. Nisso eu não mudei em nada. Quando achar que é a hora… me chame!


